Ditadura Empresarial-Militar em Alagoas
trabalhadores, poder e cultura (1964/1988)
Aruã Silva de Lima
Osvaldo Maciel
(Org.)
ISBN: 978-65-6022-026-3
Do conjunto da sociedade brasileira, o grande empresariado (ou, em outras palavras, a grande burguesia) foi certamente o maior beneficiário da Ditadura instalada no Brasil em 1964. É possível identificar grupos do empresariado prejudicados pela política econômica do período (tal como os proprietários de indústria têxtil do Nordeste ou mesmo empresas como a Companhia Aéreas Panair) mas é difícil negar a realidade mais ampla. Na verdade, o Golpe e a Ditadura se deram em função dos interesses centrais dessa fração de classe. Ou, para afirmar de modo mais dialético: os impasses da crise de acumulação do capitalismo encontrou sua forma de resolução, no Brasil, com a construção de um regime e de um Estado que atuassem em função dos interesses do grande capital internacional e com o empresariado nacional como ator subordinado do capital-imperialismo. Para que este projeto se consolidasse, com a rapidez e a incisão que a crise exigia, foi necessário golpear a nossa democracia restrita (1945-1964) e reestruturar o Estado em função de tais interesses. Uma farta bibliografia vem demonstrando isto, indo desde estudos clássicos (apesar de pouco lidos) a novas e empolgantes linhas de pesquisa que animam diversos trabalhos.1 Esta perspectiva ilumina uma parte dos capítulos que compõem esta coletânea
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