Educação do campo e rede de movimentos no sudeste do Pará: agroecologia e cooperativismo na relação entre trabalho e educação
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Neste livro analiso os vínculos entre educação e trabalho na territorialização dos camponeses, considerando as conexões/desconexões entre a educação do campo, a agroecologia e a economia solidária. Situo o debate no sudeste do Pará, uma das principais fronteiras agrárias do Brasil, onde se antagonizam dois projetos de desenvolvimento do campo: um alinhado aos propósitos dos trabalhadores e outro aos propósitos do capital. Ao considerar este contexto, inerentemente conflitivo e marcado por expressões tanto de profunda desumanidade quanto de esperanças, observo a construção da pauta educativa realizada pelos camponeses jovens e adultos assentados da reforma agrária. Destaco a resistência camponesa, o papel dos movimentos, dos sindicatos e das cooperativas, bem como a intercooperação com setores das igrejas e universidades, que, do espaço regional ao espaço nacional, conformaram uma rede de movimentos em defesa do reconhecimento dos campesinos como sujeitos de direito e conhecimento.
A tese lida com questões complexas, que vão desde a concentração de terras no Brasil até a responsabilidade socioambiental no uso do espaço rural, considerando (sem a pretensão de esgotar) os atravessamentos que perfazem a realidade rural decorrentes dos interesses de classe, dos padrões agrotecnológicos hegemônicos e das utopias e distopias que dinamizam os movimentos sociais. Na tentativa de recortar a problemática educativa neste vasto universo, com a preocupação de que ela não se autonomize em relação a ele, o estudo foi elaborado sob um enfoque interdisciplinar.
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